{"id":2570,"date":"2025-05-29T21:11:21","date_gmt":"2025-05-30T00:11:21","guid":{"rendered":"https:\/\/enois.org\/?p=2570"},"modified":"2025-05-29T21:11:21","modified_gmt":"2025-05-30T00:11:21","slug":"filantropia-precisa-desconcentrar-poder-e-riqueza-na-pratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.enois.org\/en\/filantropia-precisa-desconcentrar-poder-e-riqueza-na-pratica\/","title":{"rendered":"Filantropia precisa desconcentrar poder e riqueza na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>O Congresso do GIFE, que re\u00fane funda\u00e7\u00f5es, institutos e empresas respons\u00e1veis por mais de R$ 5 bilh\u00f5es ao ano, trouxe a desconcentra\u00e7\u00e3o de poder, conhecimento e riqueza como tema central. Em Fortaleza (CE), de 7 a 9 de maio, mais de 30 mesas deram palco e p\u00fablico \u00e0 diversidade racial e territorial, com lideran\u00e7as negras e perif\u00e9ricas em destaque. Mas faltou algo essencial: pr\u00e1tica e transpar\u00eancia nas estrat\u00e9gias de apoio e financiamento.<br><br>Como acessar os financiadores presentes? Como entrar em contato com quem sequer ocupou os estandes? Quem s\u00e3o as pessoas por tr\u00e1s da filantropia? Para muitas organiza\u00e7\u00f5es da Rede \u00c9nois, era a primeira vez t\u00e3o perto da filantropia \u2013 e ainda assim, t\u00e3o longe. A maioria dos operadores segue sendo branca, de classe alta, distante das realidades das periferias e territ\u00f3rios rurais, por exemplo.<br><br>As falas mais fortes \u2013 como a de <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/biancasantana1\/\">Bianca Santana<\/a>, pedindo &#8220;parem de fazer planejamento estrat\u00e9gico&#8221;, ou de L\u00edgia Batista, exigindo reciprocidade nos relat\u00f3rios \u2013 foram aplaudidas. Mas a operacionaliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dessas provoca\u00e7\u00f5es seguiu ausente. Raras mesas promoveram di\u00e1logo real, trocas concretas ou caminhos de articula\u00e7\u00e3o.<br><br>\u00c9 urgente uma filantropia comprometida com coletividade, constru\u00e7\u00e3o de agendas comuns e abertura de caminhos conjuntos. Precisamos superar o culto ao fundador, a competi\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00f5es e os processos verticalizados. Um exemplo positivo veio da roda de conversa que ocupou o estande vazio da Open Society: quase 30 mulheres negras discutindo os desafios da lideran\u00e7a social e reivindicando estrat\u00e9gias acess\u00edveis para quem n\u00e3o encontra o financiador na fila da escola dos filhos.<br><br>Como disse Yane Mendes,comunicadora e cineasta perif\u00e9rica, em uma das mesas: &#8220;a paz \u00e9 branca&#8221;. A filantropia pode ser parte da constru\u00e7\u00e3o da paz, mas precisa agir com urg\u00eancia. As elei\u00e7\u00f5es de 2026 j\u00e1 come\u00e7aram \u2013 e sequer foram mencionadas no congresso. \u00c9 hora de parar de planejar e come\u00e7ar a redistribuir esse poder.<br><br>A filantropia n\u00e3o tem todas as respostas. Quem cuida das agendas e da articula\u00e7\u00e3o s\u00e3o as organiza\u00e7\u00f5es sociais. A filantropia \u00e9 s\u00f3 um dos caminhos.<br><br>texto por <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/simone-cunha-a42944a\/\">simone cunha<\/a>, diretora de desenvolvimento institucional da \u00c9nois.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Congresso do GIFE, que re\u00fane funda\u00e7\u00f5es, institutos e empresas respons\u00e1veis por mais de R$ 5 bilh\u00f5es ao ano, trouxe a desconcentra\u00e7\u00e3o de poder, conhecimento e riqueza como tema central. 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