{"id":2576,"date":"2025-04-08T21:19:02","date_gmt":"2025-04-09T00:19:02","guid":{"rendered":"https:\/\/enois.org\/?p=2576"},"modified":"2025-04-08T21:19:02","modified_gmt":"2025-04-09T00:19:02","slug":"a-comunicacao-precisa-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.enois.org\/en\/a-comunicacao-precisa-das-mulheres\/","title":{"rendered":"A comunica\u00e7\u00e3o precisa das mulheres"},"content":{"rendered":"<p>Apoiar organiza\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas que transformam realidades e fortalecem comunidades \u00e9, acima de tudo, apoiar mulheres. Elas s\u00e3o protagonistas: representam 34% dos empreendimentos no Brasil (IBGE, 2020), mas ainda enfrentam barreiras como desigualdade de g\u00eanero, machismo e, no caso das mulheres negras, o racismo estrutural. Para muitas, fundar uma ag\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o foi a resposta \u00e0 falta de oportunidades no mercado, para outras um caminho para o fortalecimento da comunica\u00e7\u00e3o popular e da educomunica\u00e7\u00e3o.<br><br><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/catarinadeangola\/\">Catarina de Angola<\/a>, CEO da Angola Comunica\u00e7\u00e3o, Recife (PE), e Gisele Ramos, CEO da Ag\u00eancia Chocalho, do Vale do Salitre (BA), seguiram esse caminho. Como mulheres nordestinas, negras e parte da rede \u00c9nois, elas n\u00e3o apenas criaram novas possibilidades para si, mas tamb\u00e9m abriram portas para outras comunicadoras que hoje atuam em suas ag\u00eancias.<br><br>No entanto, liderar uma organiza\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 um grande desafio para as mulheres. O modelo de neg\u00f3cio vigente n\u00e3o considera a realidade das chefes de fam\u00edlia, m\u00e3es e profissionais que acumulam jornadas duplas e triplas. A pesquisa Retrato do Jornalismo Brasileiro, realizada pela \u00c9nois em parceria com o CEERT, revela que mulheres negras e perif\u00e9ricas frequentemente precisam tirar dinheiro do pr\u00f3prio bolso e manter outros empregos para sustentar suas iniciativas. Enquanto isso, homens brancos, em sua maioria, n\u00e3o enfrentam os mesmos desafios e ainda conseguem contratar at\u00e9 cinco funcion\u00e1rios.<br><br>\u201c\u00c9 urgente repensar os neg\u00f3cios para incluir a realidade das mulheres, que acumulam responsabilidades familiares. O mundo corporativo ainda favorece os homens. Precisamos de mais investimentos em mulheres empreendedoras e maior acesso a forma\u00e7\u00f5es em gest\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o financeira.\u201d \u2013 Gisele Ramos<br><br>Em 15 anos, a \u00c9nois apoiou mais de 1.000 comunicadoras, sendo 50% mulheres negras, com um investimento de R$ 500 mil, evidenciando o compromisso com a democracia no dia a dia, que \u00e9, antes de tudo, tocada por mulheres, perif\u00e9ricas, nortistas e m\u00e3es.<br><br>A presen\u00e7a de mulheres na lideran\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para fortalecer uma abordagem decolonial, feminista e antirracista. S\u00e3o essas perspectivas que garantem uma comunica\u00e7\u00e3o comprometida com a diversidade e a justi\u00e7a social.<br><br>\u201cMinha atua\u00e7\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 feminista e antirracista, garantindo que mulheres protagonizem seus neg\u00f3cios, suas narrativas e sejam reconhecidas como sujeitos de direitos.\u201d \u2013 Catarina de Angola<br><br>O empreendedorismo tem sido uma alternativa para muitas mulheres, mas para que suas iniciativas sejam sustent\u00e1veis, \u00e9 fundamental oferecer suporte financeiro, modelos de neg\u00f3cio adequados \u00e0s suas realidades, acesso \u00e0 recursos e oportunidades de forma\u00e7\u00e3o. Afinal, s\u00e3o elas que, diariamente, est\u00e3o \u00e0 frente nos territ\u00f3rios informando, transformando e gerando impacto real.<br><br>Texto por <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/gl%C3%B3ria-maria-59130b1b1\/\">Gl\u00f3ria Maria<\/a>, comunicadora institucional<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apoiar organiza\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas que transformam realidades e fortalecem comunidades \u00e9, acima de tudo, apoiar mulheres. Elas s\u00e3o protagonistas: representam 34% dos empreendimentos no Brasil (IBGE, 2020), mas ainda enfrentam barreiras como desigualdade de g\u00eanero, machismo e, no caso das mulheres negras, o racismo estrutural. 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