{"id":2658,"date":"2025-11-03T21:53:51","date_gmt":"2025-11-04T00:53:51","guid":{"rendered":"https:\/\/enois.org\/?p=2658"},"modified":"2025-11-03T21:53:51","modified_gmt":"2025-11-04T00:53:51","slug":"comida-e-resistencia-guia-mapeia-sabores-de-belem-e-debate-clima-periferia-e-ancestralidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.enois.org\/en\/comida-e-resistencia-guia-mapeia-sabores-de-belem-e-debate-clima-periferia-e-ancestralidade\/","title":{"rendered":"Comida \u00e9 resist\u00eancia: guia mapeia sabores de Bel\u00e9m e debate clima, periferia e ancestralidade"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cSem justi\u00e7a alimentar, n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a clim\u00e1tica\u201d<br><\/em><strong><br><\/strong><em> A crise clim\u00e1tica afeta diretamente a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e o acesso \u00e0 comida. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar em justi\u00e7a clim\u00e1tica ignorando quem planta, pesca, colhe e cozinha. Garantir justi\u00e7a alimentar significa questionar modos de produ\u00e7\u00e3o devastadores e reconhecer e valorizar os saberes e modos de produ\u00e7\u00e3o tradicionais, assegurando acesso digno e sustent\u00e1vel \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, protegendo territ\u00f3rios que sustentam a vida. Sem isso, qualquer agenda clim\u00e1tica ser\u00e1 incompleta e injusta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Muito prazer, sou o <\/strong><a href=\"https:\/\/pratofirmeza.com.br\/edicoes\/\"><strong>Prato Firmeza Amaz\u00f4nia \u2013 ra\u00edzes da culin\u00e1ria tradicional brasileira<\/strong><\/a><strong>, <\/strong>&nbsp;um produto da <a href=\"https:\/\/dev.enois.org\/en\/\">\u00c9nois<\/a>, um laborat\u00f3rio de comunica\u00e7\u00e3o que apoia coletivos nascentes das periferias para fortalecer o bem viver por meio da comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Te convido para um novo olhar sobre clima e alimenta\u00e7\u00e3o no Par\u00e1, em Bel\u00e9m, na Amaz\u00f4nia. Trago esses temas e muito mais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Culin\u00e1ria ind\u00edgena como solu\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica:<\/strong> alimentos e t\u00e9cnicas ancestrais s\u00e3o reconhecidos pela FAO como sistemas resilientes, que mant\u00eam a floresta em p\u00e9 e preservam a biodiversidade e isso est\u00e1 n\u00edtido nos conte\u00fados produzidos dentro dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e nas \u00e1reas urbanas.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Impactos da crise clim\u00e1tica em restaurantes perif\u00e9ricos:<\/strong> mostro uma outra perspectiva sobre empreendedores populares que relatam dificuldades com alta de pre\u00e7os, escassez de insumos e eventos extremos como cheias e secas, um reflexo claro da crise ambiental global.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>A alimenta\u00e7\u00e3o e a COP30:<\/strong> trago um horizonte decisivo na mitiga\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica, que vem sendo pouco debatido nos di\u00e1logos da COP30. Al\u00e9m de mostrar claramente como o alimento ancestral e t\u00edpico da Amaz\u00f4nia \u00e9 um aliado na luta contra a extin\u00e7\u00e3o do planeta, j\u00e1 que, estudos do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observat\u00f3rio do Clima mostram que 75% das emiss\u00f5es de gases no Brasil v\u00eam de sistemas alimentares predat\u00f3rios, enquanto a produ\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria mostra que outro caminho sustent\u00e1vel \u00e9 poss\u00edvel, por\u00e9m ainda invisibilizado e exclu\u00eddo, como foi o caso recente da proibi\u00e7\u00e3o da entrada do tucupi, mani\u00e7oba e a\u00e7a\u00ed nos espa\u00e7os da COP, em Bel\u00e9m.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rias de Bel\u00e9m\/Par\u00e1 que ganham destaque no guia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Onde a comida \u00e9 feita com muito carinho e sabor caseiro<\/strong> \u2013 No meio da Vila da Barca, em Bel\u00e9m, o Calmaria da Am\u00e9lia \u00e9 ponto certo para quem busca comida farta, caseira e cheia de amor. Um local onde o empreendedorismo se faz com o cora\u00e7\u00e3o e enfrenta os reflexos da crise socioambiental no dia a dia.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sabores da terra servidos no cora\u00e7\u00e3o de um bosque<\/strong> \u2013 Rodeado de uma \u00e1rea verde em Bel\u00e9m, Del\u00edcias do Bosque resgata receitas ancestrais e serve pratos cheios de hist\u00f3ria e sabor.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>A for\u00e7a de um empreendimento culin\u00e1rio nas periferias de Bel\u00e9m<\/strong> \u2013 Na capital paraense, o restaurante As Negonas mostra como o alimento pode ser tamb\u00e9m ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social e afirma\u00e7\u00e3o de identidade e sobretudo de combate ao racismo, pois comer tamb\u00e9m \u00e9 um ato pol\u00edtico.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>A hist\u00f3ria de uma vida temperada por ra\u00edzes, mem\u00f3rias e resist\u00eancia<\/strong> \u2013 Criada na ro\u00e7a, filha de quilombolas e apaixonada pela natureza, Ana Maria Batista transformou sua viv\u00eancia no Maraj\u00f3 em tempero e tradi\u00e7\u00e3o que hoje alimentam Bel\u00e9m com mem\u00f3ria, afeto e sustentabilidade.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Resist\u00eancia quilombola, desafios ambientais e a preserva\u00e7\u00e3o da agricultura familiar<\/strong> \u2013 Na comunidade quilombola de Abacatal, a luta pela preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, pela educa\u00e7\u00e3o de qualidade e pelo acesso a direitos se conecta \u00e0 resist\u00eancia da agricultura familiar, que ainda enfrenta desafios impostos pela crise clim\u00e1tica e pela pandemia.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Alimentar \u00e9 preservar<\/strong>\u2013 Na aldeia Amin\u00e3, no cora\u00e7\u00e3o do rio Arapiuns, no munic\u00edpio de Santar\u00e9m, a comida tradicional fortalece a sa\u00fade, a cultura e a resist\u00eancia do povo diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>&#8220;E \u00e9 nesse contexto que a Amaz\u00f4nia tem a chance de saltar do estere\u00f3tipo do ex\u00f3tico, do folcl\u00f3rico, da \u2018comida diferente\u2019, para uma posi\u00e7\u00e3o de protagonismo global. Afinal, enquanto o mundo discute como alimentar popula\u00e7\u00f5es de forma sustent\u00e1vel e regenerativa, a resposta j\u00e1 vem sendo praticada h\u00e1 s\u00e9culos pelos povos ind\u00edgenas e pelas comunidades tradicionais da Amaz\u00f4nia.&#8221;<\/em><em><br><\/em><em> \u2014 <\/em><strong><em>Thiago Castanho, Chef, cozinheiro paraense e pesquisador da culin\u00e1ria amaz\u00f4nica.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conhe\u00e7a mais sobre a minha hist\u00f3ria:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu, o <a href=\"https:\/\/pratofirmeza.com.br\/\">Prato Firmeza<\/a>, nasci em 2016 quando a \u00c9nois ainda era uma escola de jornalismo dedicada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de jovens comunicadores e cresci junto com a organiza\u00e7\u00e3o, me tornando uma plataforma que conecta comunica\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o nas favelas e periferias do Brasil, gerando renda e fortalecendo iniciativas de comunica\u00e7\u00e3o locais e a constru\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios mais saud\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;O Prato Firmeza nasceu valorizando a comida de quebrada, feita por produtores locais \u2013 o cachorro-quente, o hamb\u00farguer e as comidas de rua. E, ao longo dos anos, foi se transformando. Hoje, ele ocupa um lugar que discute direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, soberania alimentar, cultura alimentar e a urg\u00eancia de pensar quais s\u00e3o os pratos que est\u00e3o e v\u00e3o adiar o fim do mundo. A \u00c9nois j\u00e1 distribuiu mais de 20 mil livros impressos e contabiliza milhares de downloads online, impactando direta e indiretamente cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas.&#8221;<\/em><em><br><\/em><em> \u2014 <\/em><strong><em>Amanda Rahra, fundadora e diretora de opera\u00e7\u00f5es da \u00c9nois<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m j\u00e1 gerei mais de 1 mil empregos por meio de eventos, distribui\u00e7\u00f5es e forma\u00e7\u00f5es presenciais e online, al\u00e9m de amplia\u00e7\u00e3o dos restaurantes e fortalecimento dos empreendedores perif\u00e9ricos. Assim, tenho cumprido meu prop\u00f3sito e da <a href=\"https:\/\/dev.enois.org\/en\/\">\u00c9nois<\/a>, que acredita que a informa\u00e7\u00e3o pode fazer a diferen\u00e7a na vida de uma comunidade, fortalecendo organiza\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o nas periferias de todos os estados do Brasil, garantindo acesso a informa\u00e7\u00f5es essenciais sobre educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, seguran\u00e7a e justi\u00e7a. Valorizando os saberes locais e conectando comunidades para ampliar seu acesso a oportunidades e direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que voc\u00ea me leia nesta nova edi\u00e7\u00e3o e que possamos juntos levar informa\u00e7\u00e3o, conscientiza\u00e7\u00e3o e oportunidades para milhares de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>Prato Firmeza Amaz\u00f4nia: ra\u00edzes da culin\u00e1ria tradicional brasileira <\/em>\u00e9 um projeto realizado pela \u00c9nois e pelo Minist\u00e9rio da Cultura, por meio da Lei de Incentivo \u00e0 Cultura. Patroc\u00ednio do Assa\u00ed e da RD Sa\u00fade. Apoio da WWF, Instituto Clima e Sociedade e Instituto Ibirapitanga. Tem acessibilidade de Amanda LeLibras, tradu\u00e7\u00e3o ind\u00edgena pela Coordena\u00e7\u00e3o de Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (COIAB), e tem como parcerias de produ\u00e7\u00e3o: Pavulagem, Puxirum do Bem Viver e Tapaj\u00f3s de Fato.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Livro dispon\u00edvel em portugu\u00eas e ingl\u00eas: <a href=\"https:\/\/pratofirmeza.com.br\/edicoes\/\">Edi\u00e7\u00f5es \u2013 Prato Firmeza<br><\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Podcast (Spotify):\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/6gkqpLHdfgMmeT4Ok4LzTd?si=bN3Cwv2ITACLoT0Rbib3bQ\">Saudando a mandioca<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSem justi\u00e7a alimentar, n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a clim\u00e1tica\u201d A crise clim\u00e1tica afeta diretamente a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e o acesso \u00e0 comida. 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